Escolas, Filhos e Escolhas – Decisões e possibilidades limitando trânsitos e vidas

Um fato é que muitas vezes não há escolha. É preciso que a escola seja a gratuita, estadual, municipal, a mais próxima de casa, a que acolhe os dois, três filhos… cada família precisa se ajustar a uma série de necessidades e ponto, não há muitas possibilidades para a grande maioria. Qdo dá para “escolher”, a gente em frente a uma quantidade grande de caminhos que as diversas pedagogias e tendências abriram nos últimos anos nos vemos perdidas. Tem escola “forte”, “fraca”, “puxada”, “tradicional”, “alternativa”, “religiosa”. Odeio esses rótulos. Deveria ser só ESCOLA. 

Queria um sistema que fosse capaz de formar a todos com igualdade de recursos e desenvolvimento de suas competências em toda a potencialidade. Crianças são universos potentes em formação. Queria uma escola capaz de olhar para as suas individualidades e atuasse respeitando, incentivando e dando suporte para suprir carências e ampliar capacidades. Que estivesse alinhada com o mundo lá fora e os estimulasse sem massacrar. Não quero minha filha “exausta” de estudar aos 9 anos… quero ela feliz por descobrir algo novo, quero que ame ler e que aprender seja um desejo e uma necessidade dela. 

Triste é saber que a gente paga um absurdo de impostos e a educação de qualidade que deveria ser prioridade e direito de todos é um jogo político na mão de um monte de abutres. Na esfera particular os abutres estão presentes também, tão malditos quanto na pública. Educação é negócio, não mola formadora de cidadania e peça fundamental de construção de uma nação. A escola virou uma máquina de moer cérebros, o grande funil é uma prova que seleciona uns poucos “eleitos” porque na educação superior não há vagas para atender uma população do tamanho desse Brasil… tudo tão distorcido, errado, injusto.

Nós, geração de 40, aos 9 anos estávamos na segunda série. Eu tinha terminado a cartilha de alfabetização no ano anterior e começavam a entrar conteúdos mais estruturados. Eu estudei em escola pública estadual a vida toda… não tinha “pré-alfabetização” aos 3 anos, período integral, projetos, metodologias ativas, informática, robótica, cultura maker, inglês desde o parquinho, simulados, Ipad vindo antes de conhecer e saber virar a página de um livro. 

Tinha 30 crianças na sala com uma professora só, prova bimestral de cada matéria, cópia incessante da lousa (isso tomava uns 70% das aulas, acho), livro didático basicão, lancheira mas tinha merenda no prato se eu quisesse, educação física, artística e pronto. As possibilidades que minha mãe tinha eram a escola pública, ou o ensino “forte” das particulares tradicionais religiosas, ou dos sistemas Anglo da vida, se pudesse arcar com a mensalidade. Nas particulares as crianças de famílias ricas (uns 10% da população em 1985?)… os professores falavam e “faziam” coisas que na escola pública não se alcançava, e estar ali já era meio caminho andado para que a aluno um dia passasse numa “boa faculdade”… Eu amava as aulas de História, e lembro da minha sobrinha que estudava em escola particular me contando “que sua prof de história dava uns altos toques, tipo, que o Zé Carioca era um personagem que simbolizava como os EUA nos enxergava” e como isso explicava de maneira “muito mais legal” essas coisas de colonialismo… 

Hoje tudo está em outra dimensão, mas ao mesmo tempo mantém o mesmo viés de exclusão e inclusão de 33 anos atrás. Educação no Brasil é fator base de segregação. Hoje há sem número de novas variáveis, claro, mas como professora, consciente e desperta para algumas questões que, para quem está fora desse universo não são visíveis, fico em cólicas e enxaquecas imensas, com medo de errar, de falhar, de tomar rota equivocada com essa decisão.

Em qual base e caminho escolar eu insiro minha filha percorrer e para onde e quais limites esse caminho irão lhe proporcionar, impor ou limitar mais adiante? 

Sobre feminismo, Juju

“Desenho mulheres porque elas sofrem muito. E também as desenho porque são as pessoas mais importantes da minha família.” Não fui eu que disse isso, mas a Sheillah, uma menininha africana de 9 anos – https://bbc.in/2zv9BYv.
Eu também desenho mulheres desde criança. Seria também porque eu as vejo sofrerem? Sheillah me adiantou uns bons pares de sessões de terapia depois que a ouvi dizer isso tão lindamente.

Uma, duas, três amigas esse dias me questionaram sobre essa história de “mulheres protestando porque sofrem”.

E por isso vim falar de feminismo.
Quem rotula e cita as “malditas feministas e suas ações extremistas”, sabe que eu nunca sairia pelada para protestar ou impor minha visão sobre uma questão. TUDO tem seus lados extremos e entre eles um caminho contendo milhões de escolhas e nuances. Acredito que deve-se ver, saber de tudo, pensar e questionar sempre, mudar quando necessário, e se valer do que é positivo que vem nesses “pacotes”. Sei bem que no universo ativista feminista há ações e idéias extremadas sim, muitas que causam repulsa e com as quais eu também não concordo. Apropriadas, vividas e defendidas por alguns indivíduos e grupos em atos extremos, delas eu nunca tomaria parte. E não há nada que eu possa fazer em relação a quem o faz.
Só que no meio desse caminho, há um conjunto em essência, com o qual eu concordo e luto, e estou nele, por mim, por minha filha, por todas as mulheres da minha vida. E por isso, me declaro feminista.

Sob o grito “Sou feminista!”, cada um imprime sua vivência pessoal, e como em qqr coisa, para entender o que se clama, é preciso ou muita empatia ou ter vivido na pele situações onde o respeito devido à mulher fez muita falta.
Para eu me declarar hoje feminista, demorou tempo, muita leitura, muita conversa e um processo de construção e entendimento muito profundo por que passei.

.Tenho uma irmã, socióloga, que aqui em Campinas, desde a década de 1980 participou ativamente de movimentos e ações em favor aos direitos da mulher. Foi inclusive presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) daqui, isso em 1997. Referência e exemplo para mim, o que ela foi, pelo que lutava e defendia me inspira muito.
.Tive um pai extremamente machista e um avô materno cuja definição machista chega a ser leve, de tão monstro que foi.
.Tenho uma pessoa muito próxima, muito amada que sofre absurdamente e tem uma vida restringida e abafada em potencialidades e conquistas por conta do preconceito que enfrenta por sua opção sexual. Ela é uma das melhores pessoas que conheço no mundo, e seria capaz de mover montanhas com sua capacidade de transformação, que não se legitima, pois não tem força o suficiente para enfrentar o preconceito que sofre. E o que ela vive me afeta profundamente.
.Tenho mulheres no meu convívio que lidam com os filhos e netos vivendo em situação de vulnerabilidade absurdas em vários pontos por não conseguirem se impor, nem receberem apoio e orientação corretas.
.Temo pelo que minha filha e sobrinha irão enfrentar em seus trânsitos pelo mundo.
Entendi recentemente através da forma como alguns homens lidaram e ainda lidam com essas mulheres todas aí da minha vida, que além dos desrespeitos comuns e que estamos tão familiarizadas, que há uma vasta e não declaradas formas de abusos além do sexual: moral, emocional, patrimonial, físico, psicológico. Cresci vendo muitos desses outros menos conhecidos acontecer bem na minha frente, sem estar ciente disso. Ah! São tantas coisas… tantos pontos…

Para quem nasce branca, tem uma família que a protege, a valoriza e a impulsiona, vive numa região privilegiada, transita e sai para estudar, viajar, trabalhar, se divertir, é fácil falar que feminismo é desnecessário. Não percebem que estão colhendo fruto de muitas batalhas vividas por outras que vieram antes delas. É fácil se colocar assim qdo não se toma contato direto com outras realidades. É cômodo falar de vitimismo, qdo outras realidades absurdas que ainda vigoram por aí não tocam nem respingam em seu entorno.

Nasce mulher, pobre e negra no Brasil (ou mesmo nos EUA ou Europa) para ver.
Nasce mulher em país muçulmano, asiático e africano para ver.
Nasce mulher em país ocidental há uns 70 anos atrás para ver.
E se nada disso que eu disse valer, afirmo então que precisamos de feminismo porque há números que falam, e contra eles não tem argumentação (estão nos comentários*).

Representatividade. É legítimo que nós – mulheres que não concordam com o que coloca em risco anos de muita batalhas e conquistas – nos posicionemos. Assim, quem quer que seja que esteja nos comandos de qualquer instituição desse país, em que cargo que for, vai precisar olhar e reconhecer que há uma parcela importante na sociedade que precisa ser ouvida e não mais desrespeitada.

ilustra cassab

O feminismo que eu apóio defende direitos arduamente conquistados por uma legião de outras mulheres que vieram antes de mim. Não deveríamos sufocar a coragem de nos colocarmos, nem questionarmos a importância de nos posicionarmos. Com respeito e argumentos sólidos acima do resto, devemos fazê-lo. O caminho é longo. Tanto já se andou. Tanto se conquistou rumo a uma sociedade igualitária. Não podemos retroceder em conquista e avanço. Não podemos dar voz e vez de novo ao que deve ser deixado para trás.

Minha história, caminho e trajetória validam minha posição. Por tudo isso, não consigo calar e venho trazer questões tão pessoais a público. Sei que um textão na rede social hoje tem pouquíssima efetividade. Mas é o que eu posso fazer por hoje. Minha irmã Maria Erlinda teria orgulho dele, tenho certeza.
Em tempos frágeis, e estamos neles, é tempo de nos posicionarmos.

Nunca se esqueça de que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá de manter-se vigilante durante toda a sua vida.”
Simone de Beauvoir

Mais livros para minha filha – Girl Power!

Para a cultivar nas cabeças e corações das nossas meninas a consciência de que elas são fortes. São capazes. São mais. Que podem tocar e transformar tudo que quiserem. E para nos ajudar nessa empreitada dura de mudar o mundo há livros. Há imagens. Há histórias para que elas se inspirem, se projetem, se reconheçam.

📚 Livro 1 que atualmente me ajuda nessa missão:
“Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes”, por Elena Favilli e Francesca Cavallo, mais 60 fantásticas ilustradoras.
Uma pequena “enciclopédia” (isso ainda existe?) citando 100 mulheres e suas histórias pessoais. Coisa mais linda cada uma das 100 imagens representando cada mulher. Como a publicação nasceu já toca a gente, o maior crowfundig arrecadado para uma publicação independente, com colaboração de mais de 75 países. Já foi traduzido para mais de 30 idiomas.

Minha crítica:
Um resumo bem simplificado traz cada trajetória sintetizada, e cada uma delas pode ser lida bem rapidamente. O que senti foi que algumas deixam um certo vazio, (principalmente qdo abordam mulheres ainda vivas) carecendo de uma finalização mais bem resolvida. Algumas nos fazem até questionar o direcionamento do mérito ali dado e se talvez o foco não devesse ser outro. Não sei se faltou dar um pouco mais de atenção à tradução talvez, e ainda gostaria de ver a versão original em inglês para saber.
Mas ainda sim, vale muito, gera reflexão, marca questão, traz questionamento, inspira, surpreende e na maioria das vezes também pode levar a buscas mais amplas depois da leitura.
Tanto que no Brasil o projeto se estendeu em leituras disponíveis em podcast de algumas citadas, feitas por mais mulheres que admiramos como Jout Jout e Astrid Fontanelle. Olha que show: https://www.b9.com.br/podcasts/garotasrebeldes/

Abri aleatoriamente pela primeira vez para ler para minha filha e veio Nina Simone. Desenho da ilustradora fantástico representando a cantora. História de luta e superação para fazer talento e pele presentes. Do livro fomos pro YouTube. Júlia viu Nina cantar com a alma e entendeu um tico da importância de se colocar a vida na sua obra.

Eu li todo ele e por eqto vou mediar a leitura. Há mulheres e histórias que podem ser lidas um pouco mais tarde. Lendo junto surgem questões e palavras que precisam ser melhor explicadas para minha menina de 8. Mas tá valendo. Recomendo. Nos faz mais fortes saber sobre elas. Lindeza!

Aqui dá pra ver algumas páginas e quem são as mulheres citadas: https://bit.ly/2VKix4H

Aqui livraria: https://m.livrariacultura.com.br/…/historias-de-ninar-para-…

 

📚 Livro 2 sempre disponível na mesa da sala (da linha CoffeeBookTable):
“Força é A Nova Beleza” por Kate T. Parker.
Li sobre esse projeto há uns dois anos e na época vi algumas das fotos online mesmo. Passou, até o dia em que um exemplar me caiu nas mãos. Coisa mais linda, mais forte, mais bem diagramada do mundo, gente!!! E a mensagem que traz é válida e relevante! Necessária. Meninas: vcs são livres para serem o que desejarem!

Eu já tive nas mãos livros de fotografia dos mais diversos e consagrados. Normalmente são caros, pequenos tesouros que custam um rim e nunca tive coragem de comprar. Esse eu TIVE que comprar. Por motivos muito além das 175 fotos inspiradoras. Porque vi que teria função aqui além de enfeitar a mesa da sala como acontecem com os tais livros de fotografia famosos. Que Júlia se acostume com meninas protagonizando cenas nos mais diversos cenários e trânsitos. Que Júlia veja e admire meninas descabeladas, sujas e com pés machucados pelo esforço da luta, da dança, da busca da superação. As fotos são realmente fortes. As meninas idem. Suas citações tbem.

Minha crítica:
Amei ele inteiro, como leitora, como diagramadora, como mãe, como mulher, como fotógrafa. Como é um livro americano claro que predominam biotipos e costumes do país, mas tá valendo.

Lemos o livro inteiro eu e minha filha de 8 anos juntas em uma viagem, conversando sobre todas as fotos e frases, página a página. Reconhecemos o mesmo time e as meninas na mesma corrida retratadas várias vezes, os nomes repetidos. Ela conheceu meninas com deficiência, meninas com histórias tristes, meninas que amam cobras e lagartos como ela. Juntas buscamos entender/ relacionar cada mensagem/imagem e o que através delas estava sendo transmitido. Identificamos até um erro de photoshop num pingo de sangue duplicado em uma camiseta.
Vai ficar ao alcance, no lugar da revista feminina estereotipada em cima da mesa. Espero ver Juju ainda folheá-lo várias vezes ainda. Um dia a fotografarei com o mesmo olhar que a mãe fotógrafa do livro teve. Para inspirar. Delicia de publicação! Show!

https://www.saraiva.com.br/forca-e-a-nova-beleza-10502939.h…

📚 Livro 3 da minha estante que me ajuda nessa missão: “As Cientistas – 50 mulheres que mudaram o mundo”, em inglês “Women in Science”, escrito e lindamente ilustrado por Rachel Ignotofsky

Minha crítica:
Coisa mais linda em conteúdo e ilustração esse livro. Se o “De ninar” é uma obra coletiva, diversa, esse, com autoria e desenhos feitos por uma só mulher também impressiona. Com histórias extensas, lineares e contextualizadas, mostra perfis e trajetórias inspiradoras de mulheres cientistas: químicas, físicas, matemáticas. Em cada perfil a ilustração trás junto pílulas de informações que agregam e enriquecem as histórias.

Li várias já com minha Júlia focando em áreas que fazem sentido para ela hoje. Biólogas e paleontólogas fizeram a cabeça e a admiração da minha menininha de 8 anos apaixonada por dinossauros, bichos e natureza. Mais adiante, ela vai ampliar bagagem e repertório e entender a importância das outras cientistas e seus feitos. Aí retomaremos as leituras e descobertas.

Acho que livros assim, desde que a criança consiga virar as páginas sem rasgar tá valendo. A princípio, só de ver os “retratos ilustrados” lindos já inspira. Para ler junto, acho que é mais uma questão da mãe se se sentir pronta para mediar tantas histórias. Nossas bagagens e conhecimentos preenchem as lacunas. Ao fim de cada leitura dá para buscar a foto da pessoa real para ver, buscar saber o que aconteceu depois. Troco as vezes as palavras mais difíceis e contextualizo algumas situações para melhorar entendimento. Aqui, adquiri recentemente, Juju com 8. Mas vale o tempo que seu coração de mãe dizer ser certo. Vale até pra mãe, primeiro.
Para as meninas pequenas eu aconselho mediar, ler junto, até condensar um pouco certos detalhes. Para as mais velhas, aconselho ler cada história, cada trajetória, tomar conhecimento da força e realizações incríveis de cada uma. E inspirar.
Lindo, lindo, lindo livro!

https://www.saraiva.com.br/as-cientistas-50-mulheres-que-mu…

Dica de comprar:
Coloquei os links de algumas livrarias virtuais. Mas SEMPRE vale a pena ver na Amazon.

Coisas de livros, memórias e histórias: O Menino Maluquinho

Dos livros mais queridos da minha infância esse figura forte e marcante. Talvez tenha sido um dos meus primeiros. O Menino Maluquinho, do amado Ziraldo, eu encontrei numa prateleira e o li de uma vez só. Devia ter uns 9 anos.
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Agora vem história! A prateleira ficava num precioso quarto de brincadeiras na casa da Talita, colega de classe que era, por acaso, filha do prefeito da cidade. Estávamos na segunda (1985) ou terceira série (1985), pelas minhas contas, e junto de mais umas 3 ou 4 outras meninas (será que eram a Clarissa, a Manuella, a Cíntia, Talita e eu?), tínhamos um “Clubinho”, onde o objetivo era, em tardes de sábado, ao nos reunirmos na casa da Talita, bolarmos planos mirabolantes onde iríamos ajudar o mundo pintando e consertando parquinhos da cidade e outras coisinhas assim. Isso aconteceria no dia (que nunca chegou) em que o pai prefeito dela iria nos incumbir do nobre trabalho.
Me lembro da mãe primeira dama linda, morena, magra e elegante da Talita chamando a gente para a hora do lanche na mesa caprichosamente posta, com pão de queijo quentinho, talheres brilhantes, mais xícaras delicadas de chá. Chá no meio da tarde para mim era o must da chiqueza e viver aquilo tudo era como estar na Ilha de Caras, numa grande aventura no mundo dos ricos e famosos da cidade, rsrsr.
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Mas voltando ao livro, que foi o que me despertou essa lembrança. Ele estava na tal prateleira ao lado de muitos outros livros, naquele quarto cheio de brinquedos, bonecas e jogos, que era um verdadeiro oásis a meus olhinhos infantis, e nunca esqueci esse encontro.
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Voltando ao agora, eu apresentei esse livro a Juju já há algum tempo, mas hoje, na nova fase de ler sozinha, ela pegou o bonito e leu inteirinhoooo, de cabo a rabo, descobrindo as partes picantes (que ele tinha 10 namoradas e recebia mil beijos de cada uma) ou muito tristes (da separação dos pais dele), que eu omitia em minha leitura para ela.
Alegria, alegria e delícia de memória de dois tempos, que registro hoje, para guardarmos para sempre.
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E ver se traz à essa semana tão difícil, um pouco de leveza. Boa noite!