CoisasDeJujuCrescendo: filha grande ensinando lições para a mãe pequena

Nessa semana, muita coisa boa acontecendo por aqui. Como já tinha contado, foi tempo de retomar papel de profissional em comunicação. Ontem foi o dia de parte de esse trabalho vir a público, e achei que hoje estaria escrevendo post para o blog profissional, masssss, vai ter que ser para o blog de mãe.

Sim, retomar o trabalho criativo está sendo fantástico, só que a parte mais gostosa (e inesperada) foi a Ju que me proporcionou, acreditam?!
Desde que ela chegou no coreto aqui, há 4 anos e meio, ela só me viu atuando como sua mamãe e esposa do papai: cuidando da casa, da comida, da roupa, fazendo supermercado e varejão. Eu, que antes fazia do trabalho mantra e objetivo quase que únicos de vida. No máximo, profissionalmente, ela me vê sentada na frente do computador, fazendo coisas que não consegue ainda entender direito. Embora responda que a mãe “trabalha no computador” quando questionada sobre o que eu faço, estou atada ao ambiente doméstico, o que não me parece uma referência tão forte ou inspiradora para ser fixada em seu inconsciente sobre mim nessa esfera, especificamente.

Ontem, foi a primeiríssima vez que ela me viu atuando fora do papel de mãe. E o olhar dela para isso me encantou e alertou. Ela e o Rodolfo foram assistir a apresentação inicial do projeto Tchau Chupeta. Eu, em vez de estar com ela e o pai na “plateia” como sempre estive, estava junto da ação, ajudando a fazer o “espetáculo”. Ela, ao chegar no espaço, estava espoleta e muito à vontade. A apresentação começou, a Karina citou meu nome, e ela sem se conter, e olhava para mim, apontava e falava, fazendo cena: “- É a minha mamãe! A minha mamãe, a Juliana Cassab!” Repetidas, várias vezes.

Confesso que me incomodou muito tanto barulho. Pedi que quietasse diversas vezes. Eu estava trabalhando! “Vou ter que falar sério com ela depois, já que o pai não lhe segurou”, pensei repetidas vezes. Eu fiquei desconfortável por não conseguir controlar minha pequena, ali, na frente de todos… Até que no fim da apresentação, uma pessoa de fora vem e me revela um outro ângulo da coisa dizendo, em tom de admiração:

– Nossa, que lindo, Juliana! Como sua pequena tem orgulho de você!!!

Nessa hora, entendi e concatenei a importância do ocorrido ali. E estou aqui registrando isso para gente não mais esquecer, Júlia. Para EU não esquecer, que a mulher que sou será espelho e inspiração para você de forma contundente nessa vida, para o bem e para o mal. E que preciso repensar muito sobre como lhe ensinar, dando exemplo, sobre equilíbrio entre os múltiplos e fantásticos papéis que nós, mulheres, temos o poder de desempenharmos nessa vida.

Obrigada filha. Aprendo a cada dia ao seu lado cada vez mais. Sem dúvida, você trouxe novos tons e significados à minha vida. Amo você.

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