Coisas Só da Mãe – pedras, vesículas, coisas chatas no meio do caminho e a certeza que tudo passa

Um diagnóstico simples. Uma vesícula cheia de pedrinhas que gostariam de viajar e que nessa trajetória iriam causar um bom estrago pelo caminho. Aí a gente vai e tira, ponto. Acaba com tudo. E resolve.

E eu que só tinha entrado em uma ala cirúrgica de hospital pra fazer nascer Juju com anestesia local, vou lá tirar as pedrinhas e a vesícula e passar por uma anestesia geral pela primeira vez na vida, aos 36 anos.

Entrar na geral foi fácil.

Um remedinho para me derrubar em menos de 10 minutos ainda me permitiu:
– acompanhar o caminho do quarto para o centro cirúrgico
– checar na “louzinha eletrônica” o placar dos procedimentos do dia, ficar tranquila por ver certinho anotados ali meu nome, o do medico e o tipo de procedimento
– ver a equipe ir chegando na sala, se abraçando com votos mútuos de bons dias
– cumprimentar e ler o nome do anestesista no crachá para esquecer depois
– perguntar se eu iria ver o doutor antes do procedimento começar, mas apagar antes disso. E lá eu fiquei totalmente a mercê daquelas mãos, gazes, laparoscópios e sabe-se Deus lá mais o que…

E tendo um daqueles lampejos que temos vez em quando do quanto somos frágeis e de como a saúde é coisa cara e sagrada.
Ao acordar era como se um caminhão tivesse me atingido. Mas vamos deixar isso para lá. Se alguém for passar por uma dessa e quiser bater um papinho manda uma mensagem que falamos disso numa boa.

Esse texto está aqui nas CoisasSódeMãe para marcar o fato ocorrido e que Juju, aos dois anos e três meses teve que entender que a “mamãe estava dodói” e que tendo a rotina alterada e privada do colo da mamãe por uns dias, se comportou muito bem. Algo que muito me preocupava e que colaborou com a ansiedade monstro que senti antes de tudo começar. Não precisava tanto. Na verdade, quem mais sentiu a falta de colo, claro, foi a mãe. Quem precisa mais do colo heim?! A mãe ou a menininha? Vi que é a mãe.
Mas uma semana já passada, fica a certeza que Papai do Céu é grande e generoso, que tudo passa e que nessas horinhas difíceis, nada como uma dose de amor extra (obrigada vovó Landa, papai Rodolfo, e amigas queridas) pra ajudar a fazer tudo sarar mais rápido.

Por conta disso e de outras coisinhas que vem com o fim de ano, fiquei  beeeem fora do ar esse tempo todo e deixei de dar alguns retornos, gente. Me desculpem não dar uma palavrinha antes. Vou retomar os projetos todos em fevereiro. Avante!!!

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