Coisas de primeira vez 7 – o primeiro mês da minha pequena na escolinha

A Juju e a escolinha

Tchau, mamãe, tou indo! Naum chora naum, a tardinha eu volto pra ficar com você. Bjujus!

E lá se vai quase três semanas inteiras (ohhhhh!) de Juju frequentando a escolinha. Fora meus próprios ataques de choro no início, seja do lado de fora da portaria da escolinha (bem longe das vistas dela), no caminho para casa, seja na hora que chegava em casa sem ela, ou na hora em que eu saindo do shopping via uma mamãe no estacionamento toda enrolada com a cria como eu costumava ficar – tudo está indo muito bem, tks. Juju no começo foi que foi e nem olhou pra mim, mesmo. Ela reconhecia a fachada da escolinha ainda dentro do carro e se agitava na cadeirinha, toda feliz. Pulava do meu colo para o colo da professora ou seguia sozinha mesmo, rsrsrs, e nem olhava pra trás como pode-se ver na foto, como muitos disseram que aconteceria. Não estava nem aí com a mamãe bobona/chorona/babona dela.

No início da terceira semana, esse comportamento mudou. Ela percebeu que acabaram as novidades todas, e as vezes tem reagido com choro na hora em que eu a “entrego”, mas rapidamente, a professora a distrai e a vejo subir o caminho para a sala tranquila e feliz no colo de quem a vem buscar, graças ao papai do céu. Imagino o coração da mãe que tem que deixar uma criança em prantos, como deve doer.

Das CoisasTodasQueNosAvisamQueVaiAcontecer claro que Juju já voltou com perna roxa, uma assadurinha/grosseirinha a mais e doente no fim da primeira semana, com nariz escorrendo/tosse e alergia. Mas o pediatra disse que não era nada a fosse impedir de ir a aula (larga a cria mamãe!) e na escola a professora disse que todos estavam assim. CoisasdeCriança X InvernoChegando, e claro CoisasdeCriançaQueVaiPraEscolinhaPela PrimeiraVez, paciência.

Para ela, está sendo tudo de bom. No terceiro dia já enxerguei um olhar novo da Juju, que eu não conhecia. E a cada dia ela volta diferente, mais ativa, fuçando em coisas que antes não percebia, fazendo coisas novas, mais independente, mais perereca.

A mamãe Juju e o que fazer do tempo sem JujuBB

As duas primeiras semanas com Juju ausente por 4hs do meu dia foram estranhas, as coisas ficaram meio deslocadas e confusas, de forma diferente de quem deixa o filho para retornar ao dia-a-dia de trabalho agitado cheio de demandas deixado para trás durante a licença-maternidade. Eu voltava pra casa, que estava vazia. Não ter a responsabilidade de tê-la sob minha atenção constante, mesmo quando estava dormindo dá uma sensação doida que mistura um pouco de VazioCadêMinhaCria? X LevezaEstranhaPorEstar TemporariamenteSemOPesoDessaResponsabilidadeEnorme X NoçãodoEsgotamento Vivido X MedoDeQueElaNãoEstejaBem X AlívioPorTerFinalmenteUmMomentoSóMeu Novamente X Culpa X Saudade X Carência… Vixi, muitas coisas passam na cabeça e coração da gente.

Na primeira semana, fora os primeiros dois dias em que permaneci junto dela na escola, nos outros três, as horas em que Juju estava na escolinha serviram para colocar a lista de material da escola em dia (uniforme, kits mil dentes-banho-troca-fraldas-roupas, lista de materiais e afins).

Eu estava ansiosa para retomar alguns projetos de trabalho que ando matutando desenvolver, e a minha idéia era começar logo, assim que juju colocasse o pé na escolinha. Mas aí, um anjo que veio me socorrer na primeira semana de adaptação da Jú (obrigadú demais da conta, tia-vovó-mommy), me despertou para algumas necessidades que eu não estava enxergando. Vi que tenho muitas coisas pra colocar em ordem por aqui antes de começar algo novo. Comecei a verificar o quanto eu deixei em segundo plano TUDO dentro do meu mundo. E a partir daí começou uma enorme faxina aqui dentro da casa (e talvez da alma) da gente, que ainda está em andamento. As coisas estavam uma enorme bagunça, uma confusão amontoada e sem ordem ao acaso pela casa. Isso aconteceu principalmente porque fizemos uma mudança de cidade quando Juju tinha 4 meses. E toda a organização prática da vida ficou em segundo plano em relação aos cuidados que eu precisava ter com o bebê. Nunca fui muito multitarefa, consigo fazer poucas coisas ao mesmo tempo. E Juju era um foco muito grande, com a intensidade de um sol que cegava pra todo o resto. A minha casa, os meus espaços e eu, em todos os aspectos ficaram em segundo plano. E agora está sendo a hora de reorganizar esses espaços. Teria sido uma época muito melhor se tivesse tido mais gente querida para dividir as alegrias e dores por perto. Também pra ajudar a enxergar e organizar a tal bagunça que eu deixei se instalar por aqui. Melhor ainda se eu tivesse sido capaz de ter relaxado mais, curtido mais as CoisasTodasdeMãe legais desse período inicial e me cobrado menos sobre outras CoisasTodasdeMãe que não tinham taaaaanta importância. Dizem que isso é natural, coisa de marinheiro de primeira viagem. Mas sei que no meu caso em alguns aspectos, fui bem além. Mas fazer o quê? Fui assim com a vida, meio sem noção da proporção ideal que as coisas deveriam tomar no meu mundo, exagerada, pra mais ou pra menos. E eu por acaso ia conseguir ser diferente com a maternidade? Quem sabe daqui pra diante, mais consciente que estou e disposta a mudar, eu consiga ser mais leve… principalmente porque quero que minha filha siga um caminho mais tranqüilo e tenha uma postura de vida mais flexível que eu escolhi seguir até aqui, e que não foi fácil não. Sei que preciso mudar principalmente porque sou exemplo, sou espelho e tenho consciência disso. Mas não me arrependo da decisão tomada de parar e estar com minha filha integralmente num período tão precioso de cuidados e formação. Tive uma oportunidade que poucas mães estão tendo nesses dias de hoje e vivi como pude cada segundo buscando ser a melhor mãe que podia ser naquele momento. Tudo bem, agora vamos adiante e avante, tentar fazer melhor!

Outra coisa que pega e assusta, ou por outro lado alivia, é ver mesmo que tudo passa muito rápido, como todos sempre dizem no discurso básico do outro quando vê a gente com bebê no colo. As coisas,o tempo, tudo vooooooa e capota ladeira abaixo e a gente junto!  Esse tempo passa muito rápido mesmo. Pum! Acabou!

E pra finalizar esse loooooongo e confessional post, duas perguntinhas para as mamães de plantão: aquela expectativa de “está td bem?” até avistamos nosso pequeno no meio dos outros, aquela ansiedade de ler o caderno de recados e friozinho na barriga/sorriso bobo no rosto que estampamos enquanto esperamos nossos pequenos chegarem no portão da escola na hora da saída, um dia deixa de acontecer? E tem hora mais gostosa no dia do que essa, a de receber aquele sorriso imenso de “chegou a mamãe pra me buscar”? Heim, heim, heim???


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  1. Ju, vc é uma pessoa incrivel!!! ou vc não existe…
    Que Deus continue iluminando seu caminho e que as recompensas de “ser mãe” lhe sejam retribuídas todos os dias da sua vida.
    PS/RECADO: Nunca esqueça do “papi” – vc e a Juju não fazem sentido sem ele, não é mesmo?
    Bjs com muito carinho. Tia Lu

    • Tia-vovó-mammy.
      Muito, muito obrigada :), e pódeixar que não esqueço do papi não… é que o blog é de coisassódemãe, e pelo menos por enquanto, das coisassódepai me sinto desautorizada e sem competência pra falar, rsrsrs, inda mais com o PapaiCompletamenteApaixonado/MeticulosoeEspecial que a Juju tem. Já pensou se eu falo besteira? Levo uma advertência e suspensão, ComoÉQueFaz?
      Beijos, beijos e volte sempre! Juliana.

  2. Por favor, leia o “Caderno Equilíbrio” do Jornal Folha de São Paulo de 05/jun/12 – páginas 7 e 8. E quem sabe, se tiver um tempinho e um dinheiro sobrando, marque uma consulta com o entrevistado (da página 7) que leciona na PUC de Campinas. Bjs.


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