Coisas que penso agora que sou mãe

Estou imensamente feliz por finalmente ter me permitido viver isso. Eu, que já tinha chegado a considerar não ter filhos. Eu, que achava que podia fazer coisa “mais importante” da minha vida. Hoje, enxergo o desperdício enorme que teria feito nesta vida ao abrir mão do privilégio que é ser mãe, tendo um marido fantástico do meu lado que queria ser pai, condição financeira, física e emocional para tal. E passo agora a acreditar que presto enorme serviço ao mundo ao tentar formar, educar e preparar um novo ser humano para que ele seja agente transformador do bem, da verdade, do amor.

Essa tem sido a mais transformadora, profunda e maior experiência pela qual passei. E esse amor tão grande que chega a doer é o que me mostra o quanto eu sou bicho – instinto – e gente – humana – ao mesmo tempo. Um sentimento inexplicável que transborda de tão grande e aflora imenso, cada vez em que a vejo avançar em seu desenvolvimento, que a alimento, que a tenho em meus braços adormecida… Me irritava o ar de superioridade de algumas mães, rsrsrs, quando se referiam a sua “condição”. Me irritava quando falavam que esse sim é “amor verdadeiro” e que nada se compara a isso. Me desculpem mulheres todas. Hoje acho que sim, essa é uma experiência de superioridade e que esse amor é incomparável a qualquer outro, sim, sim, sim. Somos talvez bruxas ou santas. Somos poderosíssimas. Fazemos a mágica ou o milagre de gerar um outro ser humano, completo, perfeito, e isso é divino e grandioso demais.

Ao engravidar depois dos 30, depois de estudar uma boa parte dos cursos que queria por agora (mas ainda virão muitos), de ver um pedaço possível desse mundão maravilhoso, dentro das nossas possibilidades, depois de trabalhar muuuuuito, depois de colaborar bastante financeiramente pra formar a estrutura que a minha família tem hoje, estou mais tranquila para parar um pouco e me dedicar por enquanto somente a ela, mesmo que essa situação tenha vindo sem que programássemos. JujuBB veio para uma mamãe mais madura, capaz de entender melhor a grandiosidade desse momento e dona de uma bagagem de vida a qual não vejo a hora de poder começar a dividir com ela. E amigos, não se preocupem com minha “devoção”, “entrega” e “deslumbramento” de agora. Sei que minha pequena vai crescer e vai sim, vai embora, e vou ter que continuar meu e vou ter que continuar meu caminho, eque isso vai acontecer loguinho, loguinho, num piscar de olhos. Sei que ela vai trazer questões difíceis para gente aceitar e quebrar paradigmas fortes que eu e o papai dela firmamos para nossa vida. Sei que ela pode levar a gente por caminhos que nunca, por conta própria, iríamos percorrer. O filho traz a mudança, o conflito, a necessidade de evoluirmos para acompanhá- los. E isso já começou, com ela tendo apenas um ano de vida. É tolice e petulância dizer que sei o que vem pela frente. Sei de orelhada, de ouvir as experiências dos outros e quando for passar por esses momentos vai doer, ah, vai doer, mas mesmo assim vai ser maravilhoso viver isso e tudo o que vem junto com essa história toda! História pulsante de vida, de evolução.

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